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02/12/2009 - Territórios de identidade: uma proposta de desenvolvimento compartilhado

Foi esse tema que moveu os debates em Aracaju que na ultima semana de novembro reuiniu 500 pessoas de diversos países no IV Fórum Internacional de Desenvolvimento Territorial.

A ênfase do encontro é tripla: por um lado constatar uma desigualdade escondida e pouco visível entre os territórios dinâmicos que crescem e reduzem a pobreza; enquanto outros, principalmente na América Latina, estão em situação inversa. No meio, uma sucessão de situações que vão desde aqueles que combinam o crescimento e desigualdade com aqueles de renda estagnada e com redução da pobreza através de transferências do governo.

Por outro lado, a idéia de que sociedades civis vibrantes, acordos e consensos territoriais e um sentindo de identidade e destino compartilhado explicam em grande parte, porque alguns territórios vão adiante e outros não. Isso ocorre porque os territórios são lugares de referência e identidade básica e onde a sociedade se construa como um ator coletivo. Este é o lugar onde os cidadãos podem controlar a atividade das empresas e do Estado, responsabilizá-los pelos seus atos e omissões, e podem promover a prosperidade, qualidade, inclusão e sustentabilidade. Como declara no evento Candido Grzybowski: “É nos territórios onde a cidadania se torna real, já não é uma abstração, tem um nome é conhecido e pode cooperar uns com os outros, para forjar um destino comum”. Suas palavras ecoaram uma apresentação feita há alguns dias.

A gestão social visando o desenvolvimento sustentável nos territórios foi a temática que Rita Surita desenvolveu como debatedora na palestra de Candido Grybowski usando como referencia a pratica do CAPA Pelotas que coordena o território da cidadania da Zona Sul do RS

Artigo: Elias Surita

Fonte: elunivrso.com

Foto: Carla Rech

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