
Foi esse tema que moveu os debates em Aracaju que na ultima semana de novembro reuiniu 500 pessoas de diversos países no IV Fórum Internacional de Desenvolvimento Territorial.
A ênfase do encontro é tripla: por um lado constatar uma desigualdade escondida e pouco visível entre os territórios dinâmicos que crescem e reduzem a pobreza; enquanto outros, principalmente na América Latina, estão em situação inversa. No meio, uma sucessão de situações que vão desde aqueles que combinam o crescimento e desigualdade com aqueles de renda estagnada e com redução da pobreza através de transferências do governo.
Por outro lado, a idéia de que sociedades civis vibrantes, acordos e consensos territoriais e um sentindo de identidade e destino compartilhado explicam em grande parte, porque alguns territórios vão adiante e outros não. Isso ocorre porque os territórios são lugares de referência e identidade básica e onde a sociedade se construa como um ator coletivo. Este é o lugar onde os cidadãos podem controlar a atividade das empresas e do Estado, responsabilizá-los pelos seus atos e omissões, e podem promover a prosperidade, qualidade, inclusão e sustentabilidade. Como declara no evento Candido Grzybowski: “É nos territórios onde a cidadania se torna real, já não é uma abstração, tem um nome é conhecido e pode cooperar uns com os outros, para forjar um destino comum”. Suas palavras ecoaram uma apresentação feita há alguns dias.
A gestão social visando o desenvolvimento sustentável nos territórios foi a temática que Rita Surita desenvolveu como debatedora na palestra de Candido Grybowski usando como referencia a pratica do CAPA Pelotas que coordena o território da cidadania da Zona Sul do RS
Artigo: Elias Surita
Fonte: elunivrso.com
Foto: Carla Rech